Autora de Refavelar, a cearense Maria Paz é uma das participantes da mesa "Mulheres que narram as periferias do Brasil", que integra a programação oficial da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), um dos maiores e mais tradicionais festivais literários da América do Sul.
O encontro acontece neste sábado, (25), às 19h20, na Casa Escreva, Garota!, reunindo autoras que utilizam a literatura para dar visibilidade a histórias, territórios e personagens frequentemente ignorados no imaginário nacional.
Natural de Aracoiaba, na região do Maciço de Baturité, Maria Paz é integrante do Grupo Mulheres do Brasil, presidido por Luiza Helena Trajano, e também leva para o evento a experiência como especialista em responsabilidade social, com reconhecimento internacional em diversidade e inclusão.
No livro Refavelar, publicado pela LC Books, ela conta a história de uma executiva paulistana que se perde em uma favela e, a partir dessa experiência, começa a enxergar as comunidades brasileiras para além dos estereótipos.
Encontro discute protagonismo periférico e feminino
Na mesa, a autora divide o espaço com Eunice Maciel, escritora de "Vamos conversar? - O poder do diálogo para resolver conflitos", sob mediação de Marina Hadlich, eleita a melhor escritora de Florianópolis em 2025.
O debate parte de uma provocação atual: por que o Brasil ainda ignora tantas narrativas, especialmente aquelas contadas por mulheres? A proposta é discutir pertencimento, comunidades, preconceitos, desigualdade social e o papel da literatura na construção de pontes entre diferentes realidades.
Ao lado das demais participantes, Maria Paz abordará como a ficção pode contribuir para ampliar olhares sobre as periferias e fortalecer vozes que historicamente tiveram menos espaço nos principais circuitos culturais do país.
